Autismo
De acordo com a Associação de Amigos do Autista (AMA), o autismo é “um distúrbio do desenvolvimento que se caracteriza por alterações presentes desde idade muito precoce, tipicamente antes dos três anos de idade, com impacto múltiplo e variável em áreas nobres do desenvolvimento humano como as áreas de comunicação, interação social, aprendizado e capacidade de adaptação”. Considera-se o autismo como uma tríade de dificuldades: dificuldade de comunicação, socialização e de uso da imaginação,sendo a dificuldade de socialização o ponto crucial do autismo.
O que causa o autismo?
Por muito tempo, acreditou-se que o autismo fosse ocasionado pela falta de contato da mãe com o bebê, aceitando-se que a frieza ou rejeição da mãe era a causa do problema. Entretanto, hoje se sabe que isso não é uma verdade e que a etiologia do autismo é múltipla. Entre os fatores que podem determinar esse problema, podemos destacar alguns fatores genéticos, o uso de certos medicamentos e infecções durante a gestação.
O que pode caracterizar o autismo?
O autismo pode ser observado logo no início da vida do paciente, sendo comum a ocorrência de alterações em torno dos três anos de idade. Geralmente, os pais iniciam suas preocupações quando o paciente ainda não desenvolveu linguagem, por volta dos 12 meses aos 18 meses. Entre os sintomas que podem aparecer em autistas e que são sinais de alerta, podemos destacar:

- Bebê não imita;
- Bebê não gosta de colo;
- Movimentos repetitivos com as mãos ou com o corpo;
- Manipulação de objetos repetidamente;
- Hábito de morder-se, morder roupas ou puxar os cabelos;
- Problemas de sono;
- Recusa alimentar ou restrição a poucos alimentos;
- Interesses intensos (hiperfoco);
- Falta de contato ocular;
- Falta de comunicação com gestos;
- Deficit de linguagem e comunicação;
- Dificuldade em participar de atividades em grupo;
- Indiferença afetiva ou demonstrações inapropriadas de afeto;
- Falta de empatia social ou emocional;
- Epilepsia em quase 30% dos casos.
Vale salientar que as manifestações citadas são comuns, mas não significam que a presença delas é suficiente para o diagnóstico de autismo e nem que elas ocorram com a mesma intensidade em todas as pessoas. A dificuldade de comunicação, por exemplo, acontece em níveis variados, sendo que algumas crianças não desenvolvem essa habilidade.
O que é o autista de alto desempenho?
Muitas pessoas acreditam que os autistas sejam normalmente gênios da matemática e tenham grandes habilidades artísticas. Entretanto, essa não é sempre uma verdade. Existe uma pequena parcela dessas pessoas que são chamadas de autistas de alto desempenho e que apresentam uma grande capacidade de memória e habilidades impressionantes em matemática e artes. A razão para ocorrerem essas altas habilidades é ainda desconhecida.
Como é feito o diagnóstico do autismo?
Para diagnosticar o autismo, uma série de testes deve ser realizada, sendo o diagnóstico basicamente clínico. O médico deverá avaliar o desenvolvimento, as habilidades do paciente, a comunicação, entre outros fatores. Vale salientar que cada pessoa autista apresenta uma dificuldade e uma habilidade diferente da outra, portanto, é necessária uma análise por uma equipe multiprofissional.
Como proceder após o diagnóstico?
Como dito anteriormente, o autista apresenta dificuldades e habilidades que precisam ser exploradas. Uma equipe deverá atuar de maneira interdisciplinar de modo a conseguir o melhor desenvolvimento do indivíduo. Entre os profissionais que podem ajudar no acompanhamento do autista, podemos citar o psicólogo, psiquiatra, pediatra, fonoaudiólogo, terapeuta ocupacional e fisioterapeuta.
Curiosidade: O autismo é quatro vezes mais frequente em pessoas do sexo masculino.

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